Gemária Sampaio* Na verdade ninguém esconde nada de ninguém, muitas vezes muitos acham que estão passando uma grande imagem colocando uma mentirosa capa protetora, sem perceber que os seus bumbuns estão de fora.Por incrível que pareça,atendo pessoas que não sabem exatamente quem elas são,mentiram por muito tempo,esconderam de todos o que são de verdade. Mesmo assim se casaram,tiveram filhos,e convivem com os outros sem nunca terem se mostrado de verdade. Vivem isolados na ilha mental. Quem se preocupa ...
Francisco Miguel de Moura* Quantas essências há pra se aspirarDepois da noite. Sinta sutilmente,Pela glória e a graça de ser gente,As belezas que o vento traz do mar.Ponha o nariz adiante da janela,Sinta a menina a rua atravessando,Sinta mais, sinta a vida começandoCheia de flores pelos cantos dela.São as aves cantando em cada vão,São as flores cheirosas, santas palmas,Fortalecenndo as fibras onde estãoA saltarem pra vida sem vaidade.Veja as essências todas, tagarelasComo a enfeitarem nossas próprias a...
Franco FirmeAutores novos que desejam estrear O FATO De vez em quando Joana limpa as mãos no vestido estampado. Quando eles entraram, arregala os olhos, disfarça no seu jeito característico de quem manda, baixando-os em seguida, embora com a menção de quem quer acompanhá-los. Mas, não. Volta-se para a torneira e a roupa. Ouve-se apenas o burburinho da água. Fechada a porta que dá entrada ao um longo corredor, fora não se ouve mais o movimento dos homens que dão entrada para o quintal. Nenhuma...
Francisco Miguel de Moura O CRIME PERFEITO Personagens: Jô(Joana) - matadora arrependida? Pedro ( o bobo) Mundico (Raimundo o motorista) Mercedes (a morta que fala, a empregada) Dr. Basto (o Delegado)] Sissi (Sirius (o humorista, colunista social) Jordão e Miguel (jornalistas) Cleômenes (um estudante de Direito) Pacheco (escrivão) PROLOGO Minha estória não busca essencialmente descobrir o autor de um crime, mas as razões profundas em que ele (ou ela) se abrigou no momen...
Ruy Barbosa* "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". MINI-BIOGRAFIA DE RUI, COPIADA INTEGRALMENTE DO SITE WWW. WIKIPÉDIA. COM Ruy Barbosa de Oliveira (Salvador, 5 de novembro de 1849 — Petrópolis, 1 de março de 1923) foi um jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e ...
Francisco Miguel de Moura*Membro da Academia Piauiense de Letrase da International Writers and ArtistsAssociation - IWA Nunca almejei amor tão diferente Das formas já pensadas pelos gregos Filósofos e sábios - não labregos: Pensei viver amor sem convenções. Só queria a verdade, mas a mente, No olhar, no sorriso e na tristeza, Na beleza do ser e na grandeza, Não guarda vivamente os corações. Só desejei viver o amor amante, Corpo e alma gozar sem tradição, Porém caí num fosso... Ai, breve in...
Francisco Miguel de Moura* Vou empreender uma viagem à Terra Santa, com minha mulher, na companhia do Pe. Tony Batista, da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Alguém pode até admirar-se: - “Lá vai você, metendo-se com Igreja, teologia, etc. quem até bem pouco tempo bancava o agnóstico, por ser escritor e poeta. Que heresia”! Heresia, não senhor. Estudei durante quatro anos na Faculdade Católica de Filosofia do Piauí, onde a matéria Teologia era obrigatória. Se não aprendi mais foi por malandragem ...
Verinha Portela* Ao andar pelo vale verde de minha terra a folhagem gemia com a pressão dos meus passos o aroma crescia, alastrava-se no ar uma carícia envolvente na alma da gente, frutos pendendo das árvores pareciam dizer pássaros do céu,habitantes alados vinde, tudo isso é seu... A abóboda do céu era de um azul Fosforescente, deslumbrante ouvia-se quero-queros, no silêncio anunciando minha presença. Uma paz tomou conta de meu ser inteiro lembrei-me de quando era ainda menina e me sentia...
Francisco Miguel de Moura* Há mais gosto em tuas frutas que nos frutos que tu comes e eu vejo só a cor e o cheiro de tuas vestes O sabor me dizes: - É agreste! Se eu comesse inteira do teu corpo a roupa, minha língua ainda ficaria com fome e sede, com vontade do teu poder de transformar o que comes na saliva do meu gosto. Até babo só de gozo de nem a água de tua boca poder beber. - Peste! Ai, peste! _________________________ *francisco miguel de moura, poeta e ...
Francisco Miguel de Moura Do terraço, o velho vê a nudez da rua, Sentado como está: edifícios pelo meio Como se suspensos no ar – novo chão. São cogumelos que surgem da terra Nascidos ou expulsos? Sabe não. Melhor nem querer... E por não saber põe luz na estrada Onde pisa com a vista gulosa Dos tempos em que árvores Baloiçavam o horizonte. Agora, tudo o que sente é pelos pés. Teresina, 8 de março de 2013.